Antecedentes

1919

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Esquema dos navios de apoio à travessia de 1919 (Crédito: wikipedia)

8 Maio de 1919  Uma esquadrilha de três hidroaviões da Marinha dos Estados Unidos partiu de Rockaway Beach no estado de Nova York nos Estados Unidos da América, com escala em Halifax, Terra Nova e Açores, apoiados por 21 navios da Marinha de guerra norte americana, colocados de 60 em 60 milhas emitindo sinais de luz e de rádio para orientação dos aparelhos, ligando assim os Estados Unidos à Europa pela primeira vez.

27 de Maio de 1919 – , amarou no rio Tejo frente à Torre de Belém, um único hidroavião norte-americano Curtiss NC-4 “Liberty”, concluindo a Primeira Travessia Aérea do Atlântico Norte. Esta missão foi comandada pelo Capitão Tenente Albert Cushing Read e pelos 2ºs. Ten. Elmer F. Stone e Walter Hinton, mecânico Eugene T. “Smokey” Rhoads e radiotelegrafista Herbert C. Rodd. Foram recebidos pelo Capitão Tenente Sacadura Cabral no Centro de Aviação Marítima do Bom Sucesso.

Alcockandbrown takeoff1919.jpg Crédito Wikipedia

16 de Junho de 1919 – os aviadores britânicos John Alcock and Arthur Brown fizeram a primeira travessia do Atlântico Norte, sem paragens. Voaram num avião Vickers Vimy modificado. Partiram de St. John’s, Terranova, e chegaram à Irlanda, em Clifden, Galway. Ganharam o prémio do Daily Mail para a “primeira travessia do Oceano Atlântico, em aeroplano, em menos de 72 horas consecutivas”.

1920

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(Crédito: De Portugal a Macau, Sarmento Beires)

20 de Outubro de 1920 –  descolou da Amadora com destino à Ilha da Madeira, um avião Breguet XIV A/2, conhecido por “Cavaleiro Negro”, tripulado pelos militares Sarmento Beires e Brito Pais, não chegando ao seu destino tendo sido salvos pelo navio “Gambia River”.

1921

Crédito: aeromodelismo em Portugal

22 de Março de 1921 –  Sacadura Cabral como comandante e piloto, primeiro-tenente piloto naval Ortins de Bettencourt como segundo piloto, Gago Coutinho como navegador, e o francês Roger Soubiran como mecânico, realizaram a primeira viagem aérea Lisboa – Funchal, percorrendo 983 quilómetros em 7 horas e 40 minutos, utilizando o mais recente equipamento, comprovando assim a eficácia dos métodos de navegação aérea.

Foi usado um hidroavião Fairey “Felixtowe F-3” #N4018, equipado com dois motores Rolls-Royce Eagle de 350 Hp, de 8 cilindros em V e hélices de quatro pás em madeira, recebido da Grã-Bretanha em 1920.

O regresso a Lisboa em 6 de Abril efectuou-se a bordo do contratorpedeiro “Guadiana”, pois ao tentar descolar da Ilha de Porto Santo, o casco do hidroavião sofreu um rombo, provocando o incêndio das bóias de sinalização que se encontravam a bordo, no que resultou na destruição do avião, colocando assim o término a todas as oportunidades de ser usado para a travessia do Atlântico Sul.