Fairey IIID

“A principal condição a que o hidroavião teria de satisfazer seria a de possuir um motor excelente e de toda a confiança. Sempre fui de opinião que o sucesso de qualquer viagem aérea depende mais do motor e dos mecânicos do que do aparelho e do piloto”, Sacadura Cabral, Relatorio da viagem aérea Lisboa-Rio de Janeiro, 1922.

Firmada a escolha do motor por Sacadura Cabral no Rolls-Royce Eagle, “(..) aquele que afoitamente se pode afirmar ter dado as suas provas e que considero o melhor (..)”, ficou também selada a necessidade de optar por um construtor inglês. Das opções possíveis, entre a Vickers a a Fairey, ganhou a última, pela facilidade de modificação do aparelho para a missão desejada.

O Fairey IIID foi assim o avião selecionado por Sacadura Cabral para a travessia.


:: escrever a história do tipo, incluindo a sua génese. breve referência a outros usos. a ser expandida em texto posterior.

O Fairey III foi usado por diversas forças aéreas, nomeadamente a inglesa, a australiana, a argentina, a holandesa, e a aero-naval portuguesa, entre outras. Em Portugal, prestou serviço no Continente, e em Macau. É um aparelho com larga tradição no mundo da aeronáutica, e, para além do original existente no Museu de Marinha, (e das duas réplicas não-voáveis, de Alverca (Museu do Ar) e do Monumento da Travessia, (Belém)), não existe mais nenhum aparelho original em todo o Mundo.


:: modificações apropriadas à travessia e os três tipos usados na travessia.

Na travessia de 1922, foram usados três aviões Fairey:

      – F 400, (15) Lusitânia

      – F 401, (16) Lusitânia II (?) ou Portugal (?)

      – F 402, (17) Santa Cruz

Estavam equipados com um motor Rolls-Royce V8, Eagle VIII, 350 HP


:: outros utilizadores e evolução do tipo