A Travessia – 1922

 A travessia de 1922 teve de vencer os desafios da travessia atlântica usando um avião de cockpit aberto, durante longos segmentos e num ambiente humanamente agressivo.

Apenas a coragem e determinação de Sacadura Cabral – único piloto do avião – e o conhecimento e experiência de Gago Coutinho – navegador – lhes permitiram o sucesso.

Ambos pertenciam à Aviação Naval, da Marinha de Guerra Portuguesa.

A etapa entre S. Tiago (Cabo Verde) e os Penedos de São Pedro e São Paulo, de 1.682 Km, demorou 11h21m. Foi especialmente exigente aos aviadores, que confiaram as suas vidas à certeza do método de navegação inventando por Gago Coutinho.

A travessia foi feita sem apoio de rádio, no “Lusitânia”, e sem apoio de navios de superfície que balizassem o seu trajecto, ao contrário de outras travessias anteriores, no Atlântico Norte.

A UNESCO inscreveu o Relatório da 1ª Travessia Aérea do Atlântico Sul, no Registo da Memória do Mundo, a 27 de Julho de 2011, que, a partir desta data, é considerado Património da Humanidade.